Sexta-feira, Maio 18, 2007
Diagramas
Estas são 3 possibilidades de se pensar o posicionamento dos vários elementos que compõe uma página.
O centro ótico, o lugar que o olho procura, em primeiro lugar,
Os terços, como forma de posicionar aquilo que se quer destacar, especialmente em fotografia,
A diagonal de leitura, que, claro, funciona para os povos que lêem da esquerda (de quem lê) para a direita, de cima para baixo, O canto superior esquerdo e o inferior direito são as "áreas fortes". Os opostos são as chamadas "áreas fracas".
Essas estruturas funcionam tanto na vertical quanto na horizontal, a maioria das publicações é vertical ("retrato"), mas nas telas de cinema, vídeo e monitores, a orientação é a chamada "paisagem".
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12:37 PM
Quarta-feira, Maio 09, 2007
Se a publicação fechada tem 19,7 cm x 27,4 cm, aberta terá 39,4 cm x 27,4 cm. Se montarmos 4 lado-a-lado, teremos 78,8 cm x 54,8 cm. Cabem perfeitamente no BB (96 cm x 66 cm). Já que se imprime na frente-e-verso, teremos 16 páginas por folha. Para uma revista de 48 páginas, usaremos, então, 3 folhas BB, por exemplar. É só multiplicar a tiragem por 3, então e acrescentar 5 a 10% de perda, ou seja, 6.000 folhas BB.
Já para as capas, cabem 4 capas por folha. Para 2.000 capas, dividimos o total por 4, ou seja, 500 folhas (mais o percentual de perda).
Capa - papel couché 180g/m2 - 550 folhas - 5 pacotes BB
Miolo - papel filmcoat 90g/m2 - 6.600 folhas - 14 pacotes BB
É mais raciocínio lógico do que matemática.
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2:28 PM
Segunda-feira, Maio 07, 2007
Por exemplo, uma revista, no formato 19,7 cm x 27,4 cm.
Tiragem de 2.000 exemplares.
Capa em papel couchê, 180g/m2, envernizado em um dos lados.
Miolo com 48 páginas em papel filmcoat 90g/m2.
Qual o melhor formato de papel e quais as quantidades necessárias?
E qual o peso total de cada tipo de papel?
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4:04 PM
Domingo, Maio 06, 2007
Como calcular a quantidade de papel, por gramatura, por tipo e formato, para uma publicação ou por impresso?
Muita calma nessa hora, é menos uma questão de matemática e mais de raciocínio lógico.
Sabemos que papel para offset plano é vendido em folhas de 76cm x 112cm (AA), 66cm x 96cm (BB) e 84cm x 118,8cm (formato A ou A0 - que dobrado ao meio seguidamente teremos A1, A2, A3, A4, A5).
O papel nesses formatos é vendido em pacotes fechados e a quantidade de folhas varia em função da gramatura do papel.
Papéis de até 90g/m2 são vendidos em pacotes de 500 folhas
Papéis de até 150g/m2 são vendidos em pacotes de 250 folhas
Papéis com 180g/m2 são vendidos em pacotes de 125 folhas
Cada folha, em cada um dos formatos, terá peso diferente, calculado por sua área e gramatura.
Cada fomato terá um melhor aproveitamento em função das medidas do que for ser impresso. O ideal é não desperdiçar ou desperdiçar o mínimo de papel.
Devemos levar em conta não o formato final do impresso, mas detalhes como sangramento (3 mm, no mínimo, a mais em cada lado em que haja sangramento), marcas de corte, registro, densitômetro e barra de calibração de cores (por volta de 1 cm a mais no tamanho do impresso).
Impressões de publicações em cadernos (livros, revistas, jornais), são sempre múltiplo de 4. E são impressos, usualmente frente-e-verso, ou seja, nos dois lados da folha.
Sempre acrescente uma margem de perda (5% pelo menos) na quantidade final de papel.
Além do site da Suzano, nos links da barra ao lado, a SPP-Nemo, distribuidor de papel também tem um mecanismo de cáculo editorial no seu site
http://www.spp-nemo.com.br/principal.cfm?tela=calculo
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11:00 AM
Sexta-feira, Maio 04, 2007
Existem milhares de fontes, não? Muitas, muito parecidas, com pequenas e sutis diferenças entre si. Como escolher? Quais escolher? Em que situações?
Fontes com serifa são ótimas para texto de leitura. Livros, revistas, jornais, folders. São muito boas para títulos também. Especialmente quando queremos transmitir elegância, formalidade, sobriedade, seriedade... já deu para entender pelas qualidades?
Fontes sem serifa podem ser isso tudo também, mas são mais informais, dinâmicas, modernas. Em revistas de design, moda, decoração e arquitetura são as preferidas. Misturar uma com e uma sem serifa pode dar muito certo. Em livros, os técnicos e didáticos, também usam as sem serifa com sucesso. Em jornais é menos comum. Normalmente a preferência é por títulos sem serifa e texto com serifa. Em telas (tv, computadores, web e cinema), prefira as sem serifa. Helvética, Arial rounded e VGA rounded são opções pelo seu desenho regular, uniforme e bem acabado (as 2 últimas tem extremidades arredondadas) são muito legíveis inclusive em formatos muito pequenos.
As fantasia... essas são mais complicadas. Primeiro pela grande variedade e diversidade. Em publicações para públicos específicos, com pouco hábito de leitura e baixa concentração, é comum encontrarmos uso exagerado de fontes fantasia e manuscritas. Revistas para adolescentes usam desse recurso e combinação de cores berrantes para tentar competir com a profusão de estímulos e a "cultura visual" ainda em formação. Em todo caso fontes fantasia não são adequadas a textos de leitura contínua. Manuscritas também, produzem cansaço visual muito rapidamente e são de leitura mais lenta. Sei, sei as manuscritas são "tão mais bonitinhas!", mas beleza, nesse caso, é subjetiva e critério relativo. Um dos piores exemplos é a "Comic Sans". Desenvolvida pela Microsoft para um software educativo para crianças, nos anos 1990, foi incorporada ao sistema operacional (r)Windows, quando o tal software educativo fracassou. É, apesar de "bonitinha", segundo muitas pessoas, é uma das maiores porcarias em termos de leiturabilidade e legibilidade, com sérios problemas de ajuste entreletras e encaixe entre pares (tabela de kernig).
Bom, escolhas tipográficas podem funcionar bem ou atrapalhar um publicação, mas não existem fórmulas mágicas, apenas escolhas mais seguras - aquilo que já foi testado e deu certo, por exemplo. Segundo Beatrice Warde, historiadora da arte, a "boa tipografia" é como a taça de cristal, que contém o vinho, é invisível, não interfere, apenas contém. Stanley Morrison, responsável pela equie que criou a Times, para o jornal The Times, de Londres também era extremamente conservador sobre tipografia (a Times é uma mistura de estilos clássicos, que ao meu ver gera páginas pesadas, de mancha escura.).
Por outro lado Zuzana Licko e Rudi Vandelaas, que criaram nos anos 1980, na Califórnia, a tipografia Emigre partem do princípio que leiturabilidade é hábito e costume. Algo que no início parece difícil e confuso, com o tempo se torna conhecido e, portanto, legível. Vale a pena conhecer o catálogo de belas fontes deles.
Experiências-limite de leitura se tornaram comuns no final do século XX e um surfista e cientista social californiano, chamado David Carson, se tornou espoente nessa área, sendo contratado inclusive para refazer a diagramação da revista TRIP. Após uma queda veriginosa nas vendas, a TRIP optou por um projeto mais convencional, limpo e sóbrio, ao menos no texto de leitura.
Existem milhares de fontes gratuitas na internet. Sites como o Fontes Grátis (www.fontesgratis.com.br) e o Dafont (www.dafont.com) são exemplos de onde encontrar tipografias. Deve-se tomar cuidado apenas com fontes que não tenham acentuação ou que tenham diferença muito grande entre pesos (negrito muito mais grosso que o médio) ou não tenham itálicos reais, apenas as feias inclinadas eletrônicamente.
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12:41 PM
Terça-feira, Maio 01, 2007
Antes de seguirmos pelas script e as fantasia, vou colocar uma lista de livros sobre Photoshop, que me pediram:
Sabe aquelas coleções de banca de jornal da Info que agora tem em dvd? Pode ser um bom começo.
Photoshop para fotografia digital - guia sem mistério, de Scott Kelby, da New Riders/Editora Ciência Moderna
Tem uma versão maior e mais cara do mesmo livro, pela Makron Books.
Adobe Photoshop para fotógrafos, designers e operadores digitais, de Altair Hope, da Editora Photos, vol. 1 e vol. 2
Manual de Fotografia Digital, de Tim Daly, da Evergreen, em espenhol
Enciclopédia da Fotografia Digital, também do Tim Daly, da Dinalivro
No mais, tutoriais são fáceis de encontrar na internet e em comunidades do orkut sobre o PS e são uma excelente forma de aprender.
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6:41 PM
As sem serifa
Então? Já estava mais do que na hora de falar delas, afinal, são as minhas favoritas... olhe a sua volta... sinalização, logotipos, capas de revistas, chamadas de matérias em jornais (os mais modernos...), tipografia em vídeo e créditos em tv e cinema... o que é para comunicar de modo fácil e de leitura rápida e imediata não usa serifas. A maior parcela da comunicação gráfica atual usa fontes sem serifa para a comunicação textual e isso não deve ser por acaso.
A história das sem serifa é antiga, aparecem nas primeiras inscrições gregas e reaparecem em Roma no terceiro e segundo séculos antes de Cristo. Ressurgem na Renascença, em Floreça. Qual a razão de não terem sido usadas nas matrizes de metal na década de 1470, não se sabe.
A primeira sem serifa conhecida foi a Caslon Jr, de William Caslon IV, em torno de 1812, baseou-se nas letras dos pintores de letreiros e tinha apenas maiúsculas. Se as serifas surgiram para fazer escorrer os detritos do interior do talho na pedra, não são então, tão essenciais assim no impresso bidimensional. Quanto a criar uma linha ótica que guia o olho na leitura, parece que as sem serifa produzem o mesmo efeito. Quando as serifas surgiram só haviam maiúsculas e não haviam espaços entre as palavras, afinal. Rapidamente as sem serifas se tornaram populares.
Também podemos dividir as sem serifa em racionais (geométricas) e humanistas. Nesse caso, as construídas geometricamente vieram primeiro.
Vamos a algumas delas:
Caslon Jr. - 1812;
Akzidienz Grotesk - H. Berthold e Bauer & Co - 1898;
Franklin Gothic - 1902. Morris Fuller Benton desenvolveu esta e outras sem serifas (a News Gothic, também) que os americanos chamam equivocadamente de "góticas";
Kabel - Rudolf Koch, 1927.
Neuland - As versões inline e extrablack dessa fonte foram usadas na identidade visual dos filmes da franquia Parque dos Dinossauros.
Universal - Herbert Bayer, 1928. Projeto desenvolvido dentro da Bauhaus, de uma tipografia só em minúsculas (caixa baixa), de uso universal. Influenciou a Futura e a Bauhaus, redesenhada em 1974 pela ITC.
Futura - Paul Renner, 1928, Alemanha. Baseada nos princípios geométricos construtivistas, baseada no triângulo, círculo e quadrado;
Gill Sans ¿ Eric Gill, 1928.
Folio - 1957. Konrad F. Bauer e Walter Baum.
Peignot - 1937. Fonte desenvolvida por Charles Peignot e A. M. Cassandre para a revista Harper¿s Bazaar.
Em 1949, o editor da fundição Haas na Suíça, Eduard Hoffmann iniciou o projeto de uma nova grotesca (o outro nome das sem serifa), baseada na fonte oficial da Bauhaus, a Schelter Grotesk. Nessa época designers suíços começavam a usar intensamente a Berthold Akzidienz Grotesk e a chamada tipografia suíça começou a ser mundialmente conhecida. O projeto foi encomendado a Max Meidinger, em Zurique, especialista nas sem serifas. Em 1957 o projeto passoua ser chamado ¿Neue Haas Gotesk¿ e a tipografia Stempel publicou a nova fonte com o nome de Helvética em 1960.
Univers - Adrian Frutiger, 1957. Provavelmente a tipografia mais utilizada ao redor do mundo, especialmente para sinalização urbana, rivalizando com a Helvética, criou um sistema de classificação por numeração e não por pesos ou orientação (light, obliqúe, médium, bold, roman, regular, heavy etc)
Optima - Herman Zapf, 1950. Em viagem de turismo pela Itália, ao visitar a basílica de Santa Crce, em Florença, junto com sua esposa e também tipógrafa, Zapf encantou pelas letras entalhadas em mármore, em lápides do século XVI, no chão da igreja. Como não tivesse papel à mão, esboçou as letras em notas de 1000 liras que tinha no bolso. Nascia então um dos mais elegantes desenhos sem serifa, que por seus arremates e alargamentos sutis nas extremidades, é quase uma fonte com serifa. Em 2003 lança uma versão com itálicos reais - anteriormente podia-se apenas inclinar eletronicamente a Optima, mas o resultado não era dos mais bonitos. Essa nova versão chama-se Optima Nova. Aos 95 anos Zapf continua desenhando tipos.
Eurostile - Aldo Novarese, 1962. Tipografia usada no logotipo do jornal EXTRA.
Frutiger Next - Adrian Frutiger. 1976-2001. Uma das mais belas e legíveis sem serifa, base para o desenho de muitas outras fontes sem serifa.
Avant Gard - Herb Lubalin, 1967. Criada por encomenda de um projeto de revista que tinha esse nome, tinha inclinações no A e no V, além de encaixes no N e T, G e A, D e E, que a tornava tão peculiar e torna-se família tipográfica em 1970. Os desenhos especiais dessas letras se perderam na monótona versão encontrada nos computadores hoje em dia. Não é adequada para corpo de texto de leitura corrida, mas funciona para títulos e chamadas.
Rotis Sans Serif - Oitl Archer. 1989. Parte de uma família com e sem serifa. E uma bela, moderna e legível semi-serifa. Sim, isso mesmo, algumas hastes terminam em serifa, outras não.
Stone Sans - Sumner Stone, 1987. Considerada uma das primeiras famílias desenhadas para leitura em monitores de computador e impressão em impressoras laser. Conjunto completo, com serifa, sem seria, informal (script) e monoespaçada.
Lucida Sans - Charles Bigelow e Chris Holmes, 1985. Extremamente completa e versátil. Legível e bela.
Verdana - Mathew Carter, 1996. Não acho das soluções mais felizes dentre os projetos do Carter.
Myriad Pro - Robert Slimbach e Carol Towbly, 1991. A minha primeira opção, atualmente, em fonte sem serifa.
Syntax - Hans Edward Méier, c.2000. Elegantemente informal nos seus ângulos.
Meta - Erik Spiekermann, 1991-2003. da hairline até a black tem 8 pesos diferentes extremamente elegante e legível. O sonho de qualquer designer.
TheSans - Lucas de Groot, 1996-2000. Parte da família Thesis (Theserif e Themix). O nome presunçoso se revela justificável afinal são 68 variações.
Scala Sans - Martin Major, 1993-1999. Irmã da Scala, com quem forma um belo conjunto tipográfico.
Nubian -
Tetria - Martin Jagodzinski, 1999. Descobri recentemente e por ser levemente condensada, me parece uma sem serifa extremamente útil para projetos de revistas, onde elegância e leveza sejam fundamentais.
Existem muitas outras fontes sem serifa, algumas extremamente parecidas com outras, diferenciando-se em pequenos detalhes, em ajustes entreletras, em peso e posicionamento dentro da mancha.
É essencial prestar atenção às sutilezas.
posted by JOSÉ ANTONIO DE OLIVEIRA |
4:45 PM
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